Veja um pouco do que já existe de sertão!

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Nosso público-alvo?

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“Você pega o galho da esquerda e segue três léguas sem esbarrar” pretende ter classificação livre, capaz de atingir o público jovem e adulto de ambos os sexos, entre 15 a 75 anos. Quanto à classe socioeconômica, não há distinção. Será um projeto de linguagem simples capaz de ser compreendido por todos os níveis de grau de instrução social mas poderá ter interesse entre formadores de opinião, estudantes universitários, pessoas interessadas em assuntos relacionados a cultura popular, manifestações artísticas, história do Brasil, literatura, João Guimarães Rosa, meio-ambiente, natureza, aventura, viagem, geografia, Norte e Noroeste de Minas Gerais.

 Além disso, para democratizar ainda mais o acesso, toda a obra contará com legendagem descritiva, audiodescrição e Libras, atendendo às disposições presentes na Instrução Normativa ANCINE no 116, de 18 de dezembro de 2014.

Conheça mais sobre o projeto

Um dia, um homem, ao pedalar pelo sertão, alembrou que em um outro dia, outro homem, cavalgou por lá. Conheceu sertanejos e sertanejas e viu que as invenções de um velho narrador eram muito mais que criações, eram descobertas. Que boa parte do que se diz é o que se é. Que muito do que se descreve entre caminhos, trajetos e memórias, é o descrever de um lugar. “O sertão está em toda parte, o sertão está dentro da gente”. Mas ele muda, mas a gente muda mais. As pessoas não estão sempre iguais, vão sempre mudando, lembra? Um dia, Dona Belisária foi gente. Em outro, talvez tenha virado livro. Em um projeto audiovisual, quem sabe, será uma voz de um tempo-espaço. Talvez seja isso o sertão: perceber um lugar com o saber de dizer coisas como “você pega o galho da esquerda e segue três léguas sem esbarrar”. Eis o projeto.

Portanto, “Você pega o galho da esquerda e segue três léguas sem esbarrar” é um projeto documental que pode se tornar um longa-metragem ou uma série documental . A ideia centralizadora será a de desenvolver uma travessia de registrar depoimentos de pessoas que um dia serviram de inspiração para João Guimarães Rosa constituir sua obra maior: “Grande Sertão: Veredas”. O que teriam a dizer os homens e as mulheres que um dia foram personagens roseanos? Como eles se percebem? Como percebem o sertão? A terra? O homem? A luta diária por sobrevivência?

É um projeto de aproximação, curiosidade e afeto, deixando que os próprios personagens contem sobre sua cultura. O entrevistador não será como um especialista, antropólogo ou guia turístico olhando de fora, mas sim se aproximando e entrando na roda dos personagens, trazendo consigo o espectador. A linguagem estética segue um ritmo documental, entrelaçado com depoimentos, com momentos com falas em off, em formato de entrevistas com os personagens. A equipe pretende habitar as proximidades das casas dos entrevistados durante alguns dias, viver suas rotinas e acompanhar suas reflexões.

Filmes como “O Fim e o Princípio”, de Eduardo Coutinho, “Os Romeiros da Guia”, de João Ramiro e Vladimir Carvalho, “Nordeste: Cordel, Repente e Canção”, de Tânia Quaresma e “Andarilho”, do próprio Cao Guimarães, servirão de referências para esse projeto.